quarta-feira, 16 de dezembro de 2020

Preste atenção aos sinais!


Os sinais existem desde os Primórdios da Humanidade... Eles eram constantes e diversos, e se apresentavam no dia a dia das pessoas!
A diferença entre os Povos da Antiguidade e os Povos da Atualidade, é que os Povos Antigos estavam atentos... Eles prestavam atenção aos sinais!
Os Povos Antigos da Humanidade ouviam a Natureza, olhavam para o céu e escutavam o Criador...
Hoje em dia, as pessoas recebem os sinais, mas ignoram totalmente os avisos! E todo sinal é um aviso! 
Cada sinal está relacionado a um tipo específico de simbologia... Onde cada símbolo carrega um mistério.
Os mistérios são como chaves, com códigos específicos, que nos auxiliam em nossa jornada evolutiva pelo Planeta.
Todos nós possuímos nosso Código-chave pessoal e guardamos um mistério único, que só poderá ser acessado no momento oportuno.
Quando a oportunidade aparece, o sinal nos alerta para que a nossa chave pessoal seja acionada (ligada)...
Se evitamos enxergar os sinais que o Criador nos envia, muitas coisas podem acontecer para nos despertar!
Assim, se você não ouvir os sinais: eles gritarão para você! Os sinais se tornarão tão estrondosos, tão evidentes, que será impossível não perceber!
Entenda, o Cosmos dará um jeito de te avisar... No entanto, esse aviso poderá custar caro!
Ou seja, quando você não presta atenção aos recados do Universo, os Mensageiros farão você entender de alguma maneira...
Eles te alertarão de uma forma, que todos ao seu redor também enxergarão... Então, você terá que ver!
Por isso, fique sempre atento. Principalmente, se você possui missão... Preste atenção aos Sinais!

sábado, 12 de dezembro de 2020

SINAIS


A vida é carregada de sinais! Sinais evidentes, sinais aparentes, sinais obscuros, sinais transparentes, sinais ocultos, sinais raros, sinais claros, sinais sem sentido, sinais com todo sentido.
Sinais que precisamos ver, sinais que não queremos ver... 
Existem sinais passageiros e sinais permanentes. Existem sinais para todo tipo de gente!
Muitos sinais podem ser imperceptíveis, enquanto outros são tão evidentes quanto uma estrela cadente.
Alguns sinais podem insistir e persistir até que vejamos aquilo que precisamos ver!
Existem sinais para uma pessoa apenas... E sinais para muitas pessoas despertarem juntas!
Mas, também existem sinais que vem e que vão e depois desaparecem... Um dia, porém, lembraremos que eles existiram!
Alguns sinais servem para nos alertar, outros para nos direcionar...
Enfim, em todos os momentos somos alertados pelos acontecimentos, através de simbologias diversas.
Para que possamos entender, muitos sinais ocorrem de uma maneira única e especial.
Por isso, precisamos estar atentos a todo momento...
Afinal, os Sinais existem para nos despertar!

quarta-feira, 2 de dezembro de 2020

"Fui nas Bênçãos e fizeram Meus Ancestrais se apresentarem a mim..."


~'~ "Fui no SARAVÁ e me falaram que fizeram MACUMBA pra mim!" ~'~

Desde o primeiro texto que foi escrito com o "mesmo título", ocorreram muitas coisas. Enfim, são tempos difíceis!
O Planeta Terra sempre enfrentou situações de confrontos, desigualdades e injustiças. E a Humanidade sempre lutou para sobreviver...
Para enfrentar as batalhas diárias da vida, precisamos nos armar de bom senso e agir com sabedoria, mediante à insensatez.
Por conta disso, o Caboclo Cobra Coral nos pediu para complementar a resposta e acrescentar outros pontos.
Dessa forma, voltando ao Título da Primeira Postagem: "Fui no SARAVÁ e me falaram que fizeram MACUMBA pra mim!"
Se você foi no "Saravá", é sinal que você aceita e frequenta as Casas de Cultos Diversos... Portanto, ou você é uma pessoa Espiritualista, ou você é uma pessoa curiosa.
Se você é Espiritualista e conhecedor das Religiões Sincréticas e Universalistas; então, você sabe que o termo Macumba refere-se aos Encontros Noturnos na Senzala. Eles ocorriam em volta de uma fogueira, ao Som de Atabaques. E claro que havia preconceito... Assim como hoje!
Se fizeram "Macumba" pra você, agradeça e diga: "Que bom! Estão me protegendo!" Porque é isso que a verdadeira Macumba faz: te protege do mal. Porque Macumba não é o mal... Macumba é Magia do Bem!
Tanto o Saravá, quanto a Macumba, como já explicamos no primeiro texto, significa ou quer dizer que você foi abençoado pelos seus Ancestrais. Ou seja, seus Antepassados olham por você!
O termo Saravá é uma saudação, como um olá de quem está dizendo: "Salve! Deus te proteja!" -ou- "Deus esteja com você!" -ou ainda- "Deus te acompanhe!"
Por isso, nada melhor do que estudar e esclarecer... Vamos parar de mistificar as Religiões que nós desconhecemos!
Tem outro assunto que o Caboclo Cobra Coral quer que elucidemos nessa Postagem... Por conta de tantas mentiras cercando os Cultos Afro-ameríndios, estão surgindo mistificações diversas em muitos lugares.
É tanto aproveitador e golpista se fazendo passar por: Babalorixá, Ialorixá, Pai de Santo, Mãe de Santo, Zelador de Santo, Benzedor, Curandor, Benzedeira, Guru Espiritual, Terapeuta Espiritual, etc, etc, etc... Que está difícil conversar com as pessoas sem que elas pensem que todo mundo é igual!
Quem é formado de verdade, sabe quanto estudo e quanto preparo são necessários para se formar um Chefe de Terreiro! Afinal, são anos de preparação, de procedimentos e de conhecimento!
Aquele que possui a Missão de dirigir um Templo (Centro, Casa, Terreiro ou Roça), é preparado desde cedo, além de passar por inúmeros testes! São tantas provações e tantos percalços, que muitos desistem!
Por isso, cuidado... Existem criminosos se escondendo atrás do nome de "Pai de Santo" (ou Mãe de Santo), Babalorixá (ou Ialorixá) ou de um "Terapeuta Espiritual". Muito, muito cuidado!!!
Um verdadeiro Dirigente Espiritual jamais fará qualquer menção à sexualidade da pessoa. Também evitará comentários desrespeitosos ou insinuações diversas acerca da vida pessoal do participante.
O Dirigente Espiritual cobrará sim: respeito entre os participantes, desenvolvimento mediúnico permanente e participação efetiva nos trabalhos diversos da Comunidade.
Em nenhum momento, um Dirigente Espiritual se insinuará ao Médium, porque isso é crime! E lugar de criminoso é na cadeia!!!
Lembrando também que, muita gente confunde "Magia Negra" com os diferentes preceitos desenvolvidos dentro da Religião. Magia Negra faz parte de outras Seitas e entra em outras questões, que evitaremos discutir neste post...
Portanto, minha gente, quem é de Axé sabe que... Se eu "Fui nas Bênçãos e fizeram Meus Ancestrais se apresentarem a mim..." é porque eu sou Médium e preciso desenvolver corretamente, para trabalhar meu Dom e cumprir minha Missão de Vida!
Afinal, se eu "Fui no SARAVÁ e me falaram que fizeram MACUMBA pra mim!" é porque eu fui saudar meus Antepassados, que estão me cobrando!

segunda-feira, 16 de novembro de 2020

Quem faz a caridade verdadeira?


Falar que faz caridade é fácil... O difícil é fazer caridade de verdade! Mas, afinal, o que é a caridade verdadeira?
Vivemos em um mundo onde tudo deve ser pago... No dia a dia, nós precisamos pagar: moradia, luz, água, comida, higiene, roupas, acessórios, etc. Em um Terreiro é a mesma coisa.
Quando a Casa é alugada, o aluguel precisa ser pago. E temos que pagar também: luz, água, produtos de limpeza e todos os materiais utilizados dentro dos atendimentos.
Muitos médiuns ignoram o fato de que o Chefe do Terreiro tem uma missão maior que todos os médiuns juntos, que é a de dirigir a Casa. E para dirigir uma Casa, é preciso ter dinheiro!
Em muitas ocasiões, diversos Dirigentes Espirituais enfrentam diferentes dificuldades financeiras para prosseguir com a sua missão pessoal.
Quando isso acontece, a maioria dos Dirigentes fecha as portas de sua Casa. Ele prefere "fechar" ao público, para não abandonar a sua missão pessoal.
Nessas horas, onde está a caridade do médium umbandista? O verdadeiro umbandista sabe enxergar quando seu "Pai" ou sua "Mãe" de Santo necessita de ajuda financeira.
Se os médiuns da Casa só sabem pedir e pedir, sem nada contribuir, como manter a Casa em funcionamento?
A Umbanda é caridade, porque atende gratuitamente aos assistidos. No entanto, necessita do auxílio dos participantes da Corrente Mediúnica, para prosseguir trabalhando. 
É muito constrangedor para um Dirigente pedir ajuda... Porque ele quer fazer caridade, mas precisa de dinheiro para pagar as contas do Terreiro.
Certa vez um Babalorixá da Bahia me falou: "A Umbanda faz caridade? E quem limpa a sujeira? Essa sujeira custa caro e fica nas costas do Babalorixá ou da Ialorixá (Pai ou Mãe do Terreiro)."
Muitos médiuns sabem cobrar do Pai ou da Mãe: preciso de uma firmeza, preciso de um banho, preciso de uma guia, preciso disso, preciso daquilo... Pai me atende, Mãe me atende!
Além dos gastos com objetos, existe o tempo... O tempo também custa dinheiro. Por isso, no Candomblé o "Tempo" é venerado como um Orixá e precisa ser tratado adequadamente.
O Criador de tudo nos ensinou a honrar o tempo de cada coisa... Por isso, Ele tirou um tempo para descansar! Dessa forma, Ele nos fez entender o que significa a palavra "tempo".
A mesma coisa acontece dentro do Terreiro: há o tempo certo pra tudo! Quando a missão de um Chefe de Terreiro exige dedicação exclusiva, como trabalhar em outra função para ganhar dinheiro?
Se o tempo de um Babalorixá ou de uma Ialorixá é dedicado exclusivamente ao Trabalho Mediúnico, então, como ele vai viver sem cobrar pelo seu tempo?
Infelizmente, a ignorância de muitos médiuns é tanta, que se faz necessário implorar: por favor, ajudem a manter a Casa!!! Sejam umbandistas de verdade e pratiquem a verdadeira caridade!

terça-feira, 10 de novembro de 2020

Respeite a mão que te fez e a Nação que te recebeu!


Muitos médiuns desonram seus antepassados porque ignoram o apelo dos Espíritos Ancestrais.
A maioria começa a frequentar as Casas de Culto por curiosidade e por descrédito. No entanto, com o passar do tempo, sentem a presença de seus Guias e Mensageiros. Então, são convidados a frequentar a Casa, para desenvolver...
Iniciam todos os preceitos, aprendem todos os costumes e recebem todos os procedimentos...
Quando encontram-se aptos a iniciar o trabalho e começar a cumprir sua missão, abandonam tudo e seguem por outro caminho.
Alguns, inclusive, trocam de Casa, como quem troca de roupa. E agem de maneira natural, como se nada fosse importante.
Isso muito entristece quem os preparou e quem os encaminhou... E entristece muito mais aos Orixás!
Os Guias, os Mensageiros e os Orixás, escolhem cada Templo de acordo com sua Raiz Ancestral.
Eles observam o fundamento primordial de sua Nação de origem e escolhem prestimosamente aquela que seria a melhor Casa para o seu filho desenvolver...
Quando um filho (yaô) abandona essa escolha, ele fere imensamente todo o seu Povo; ou seja, toda a sua Ancestralidade...
Por isso, quando uma pessoa renega seus dons e seus Guias, ela renega a si mesma, pois está ofendendo os seus antepassados. Isso representa: renegar as suas origens!
Nossa origem representa nossa Árvore Hereditária. Acredite, se você investigar toda a sua Árvore Genealógica, encontrará em sua Herança Genética todas as influências do seu dom.
A permissão para que seja dessa forma vêm de Deus! Somente Ele pode permitir que cada ser humano herde de seus antecessores o mesmo dom.
Os dons são um presente para o nosso desenvolvimento pessoal e para o nosso aprimoramento espiritual.
Muitos, inclusive, afirmam que a Espiritualidade, que os Guias e que os Orixás nada tem a ver com Deus!
Deus, o Criador, o qual nós chamamos amorosamente de Zambi (ou Olorun) criou a tudo e a todos, para que desfrutássemos de forma integral nossos dons.
Cada um traz a sua missão impressa em si mesmo... Como as marcas de nascença que cada um possui em seu corpo.
Dessa forma, existe uma relação muito profunda entre a Casa e o Médium, entre o Mensageiro e o Dirigente Espiritual. Afinal, tudo está relacionado!
Por conta disso, cada vez que o médium altera sua conduta sem pensar nas consequências, todos os envolvidos no processo são afetados e a missão se modifica para sempre!

segunda-feira, 26 de outubro de 2020

Será que sabemos lidar com a morte?

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Todo Umbandista, Candomblecista, Espiritualista, Hindoista, Xintoista, Taoista, etc, acredita na vida após a morte. Acreditar na vida pós-morte, não nos prepara para a morte em si.
Em muitas ideologias a vida após a morte é uma continuidade e prossegue naturalmente em outro Plano Existencial.
O Umbandista compreende o que é a morte e até aceita... Mesmo assim, possui as mesmas dúvidas que qualquer outra pessoa.
Para finalizar nossa passagem sobre a terra precisamos, simplesmente, morrer... Porém, existem inúmeras formas de morrer. E é exatamente isso que nos assusta. Como vamos morrer?
Passamos a vida toda evitando a morte, mas sabemos que ela é o destino final que nos aguarda. Porque a morte faz parte da evolução espiritual e da vida humana.
No entanto, não sabemos como lidar com toda a situação que a morte em si envolve... Porque o problema não está na morte em si, mas no "ato de morrer".
Como existem diversas maneiras de morrer, sentimos o impacto de cada morte que presenciamos como um flagelo final.
Se perdemos alguém muito próximo, em nenhum momento pensamos: "Que bom, ele concluiu a missão de vida dele e partiu..."
Deus nos livre de pensar que a morte é uma coisa boa!
Contudo, essa é a verdade: a morte está programada. Ninguém morre sem previsão. Assim como a vida, a morte está descrita e registrada no Livro Sagrado.
O Livro da Vida ou o Livro dos Registros Cósmicos, traz em seu conteúdo, a vida de cada pessoa esmiuçada pormenorizadamente, com tudo o que foi feito de bom ou de ruim...
Nesse livro está registrado toda a existência de cada ser, do princípio ao fim, da primeira vida até a atual, sem qualquer exclusão.
O Umbandista tem o dever de saber proceder no momento da morte, porque sabe de todas as prerrogativas do "post-mortem". Mas, saber não é o mesmo que fazer, nem o mesmo que vivenciar...
Vivenciar o momento da morte de um ente querido: pai, mãe, irmão, cônjuge, filho, etc, é complicado porque envolve todo o sentimento de ligação. E essa ligação, na maioria das vezes, provém de muitas vidas.
São nesses momentos que ficamos na encruzilhada de dois caminhos: nossa missão familiar (terrena) e nossa missão espiritual (ou divina).
E nos questionamos: o que vem em primeiro lugar? A missão familiar ou a missão espiritual? Ou elas estão entrelaçadas?
São diversos questionamentos... E a dúvida se instala. A dúvida, nessas horas, torna-se nossa brecha espiritual, porque deixamos de lado nossa fé.
Quando duvidamos, nos afastamos de nosso propósito maior e permitimos aos inimigos espirituais uma aproximação...
Nessas horas, muitos deixam de lado a sua missão e se afastam de tudo o que acreditam... Mudam de crença, de ideologia e de preceito. Procuram outras Casas, outras Igrejas, outros Templos.
Na ânsia de preencher o vazio que se instala, evitam mirar a si mesmos no espelho da Alma. E se perdem de sua missão...
Quando Jesus exalou o último suspiro no alto da cruz, Ele disse: "Pai, em tuas mãos entrego o meu Espírito."
Essa frase possui vários significados, mas o principal deles é: "Pai, eu cumpri minha missão... Me aceite de volta."
Que benção poder dizer ao Pai Maior: "Estou de volta, pois eu cumpri minha missão!"
Será que ao final de nossa existência terrena poderemos dizer a Olorun: "Pai, eu posso voltar? Eu cumpri minha missão..."

sábado, 17 de outubro de 2020

Todas as Nações da Terra!

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Como Umbandistas, nós sabemos que devemos respeitar a Nação de cada um... Porque cada Ser Humano é um ser único, e faz parte de uma Humanidade maior, a qual representa o Planeta Terra.
Essa inclusão em um vasto Sistema de Crenças, cria uma Diversidade Cultural exponencial, capaz de oferecer vastos recursos ao estudo fenomenológico da Raça Humana.
Por exemplo, quando cada Etnia Africana foi trazida ao Continente Americano, houve uma explosão de caracteres e peculiaridades. A miscigenação da Etnia Africana com as Etnias Europeias e Indígenas, formou o Brasil de hoje...
A Terra Brasileira é essa mistura de Cultura e Crença, de Etnia e Diversidade, de Multiplicidade e Individualidade! E nesse caldeirão de misturas, temos as diferentes "Nações" cunhadas pela Abrangência Religiosa de tantas Crenças.
Assim, podemos citar: Catimbó, Tambor de Mina, Encantaria, Jurema, Santo Daime, Hoodoo, Voodoo, Santeria, Stregheria, Wicca, Druidismo, Xamanismo, Keto, Jeje, Nagô, Angola, Omolocô, Cambinda, Umbanda, Kimbanda, Ciganos, entre tantas outras...
Todas essas Ideologias têm em comum a Crença em um Ser Divino, o Pleno Amor à Natureza e a forte ligação com o Mundo Extranatural.
Elas também possuem em comum, o Culto à Ancestralidade e o reconhecimento da Imortalidade da Alma. Essa Ancestralidade está presente nos Antepassados e na Herança Genética.
Essa inter-relação com o Mundo Sobrenatural, torna essas Crenças peculiares, fazendo com que elas sejam alvo de Discriminação e Preconceito!
Infelizmente, a Discriminação e o Preconceito afasta a pessoa de sua Missão de Vida, pois, o desconhecimento cria barreiras entre o Médium e sua Nação.
A nossa Missão de Vida é o maior objetivo de nosso Espírito... E a escolha da Nação, nos auxilia nesse propósito. Por isso, é tão importante se reconhecer como parte de uma Nação.

Negros dançando (blacks dancing) by Zacharias Wagener (Dutch naturalist in  Brazil) | Aboriginal american, Brazil, Image

terça-feira, 13 de outubro de 2020

Expansão Portuguesa: Congo-Angola.


O início do empreendimento português na África esteve associado à continuidade das Cruzadas contra os mouros e ao interesse em encontrar novas rotas de comércio com o Oriente. Se entre as causas atribuídas à expansão ultramarina portuguesa encontrava-se a busca de novos produtos a serem comercializados, como a pimenta, o cravo e a canela, provenientes da Índia, o gradual conhecimento e exploração da costa africana iria cumprir, ao longo de sua colonização, um outro objetivo: o provimento da mão-de-obra necessária para suprir a escassez de trabalhadores no Reino e nas conquistas.
Na África Central Atlântica, a chegada dos portugueses coincide com a busca de escravos para o cultivo de produtos tropicais na América portuguesa. O comércio de homens – expressão cunhada por Celso Furtado – que uniria a África e a América durante os séculos de colonização é temática recorrente nos manuscritos dos séculos XVII, XVIII e XIX do Arquivo Nacional. Transportes, custos e prejuízos, contagens de escravos, contratos e monopólios, pirataria e concorrência, formam uma amostra do conteúdo das correspondências, alvarás e ofícios dos diversos fundos que abrigam a presença portuguesa nessa parte da África.
A região do Congo-Angola constituiu-se como a principal rota fornecedora de escravos para o Rio de Janeiro durante o século XVIII. No entanto, o historiador Charles Boxer afirmou que, pelo menos desde a segunda metade do século XVI, aquela área já se destacava como principal fornecedora de escravos para Pernambuco, Bahia e Rio de Janeiro. As relações estabelecidas pelos portugueses com o reino banto do Congo data de 1482, quando se tentou uma estratégia de domínio desse território africano, por meio da cristianização. Frustrada, tal iniciativa logo se converteu na exploração do comércio de escravos. A legislação portuguesa baseada no “resgate” de escravos, fonte de ganhos fiscais efetivos para a Coroa, estimulava esse tipo de negócio com o reino banto do Congo, promovendo incursões pelos territórios denominados, posteriormente, de Angola. 
Inicialmente, os escravos eram embarcados pelo porto de Mpinda (Cabinda), mas a quantidade cada vez maior de negros abriria caminho para as saídas clandestinas de outros portos da costa ocidental africana. Na tentativa de organizar esse comércio a Coroa firmou contratos com os traficantes, geralmente por um período de seis anos, concedendo-lhes o direito de efetuar o “resgate” nos reinos do Congo, Angola, Loango e Benguela. O “direito de resgate” concedido ao infante d. Henrique em 1448 sobre os negros da Guiné, foi retomado no alvará de 7 de abril de 1753, no qual d. José I enviara ao Conselho Ultramarino a legitimação desse tributo por cada escravo vindo daquelas regiões. 
A tentativa de impor racionalidade a esse lucrativo negócio revelou-se na formulação de muitas leis para a regulamentação do trato dos escravos na África. No entanto, boa parte das determinações esbarrava nos interesses dos traficantes, dos nativos ou dos poucos reinóis envolvidos no tráfico. O alvará de 11 de janeiro de 1758 determinou “a liberdade de comércio” em Congo, Angola, Loango e Benguela, proibindo a formação de monopólios. O mesmo alvará aproveitava ainda para regular as partidas dos navios e a cobrança dos impostos.
De impacto tardio, todavia, foi o alvará de 13 de março de 1770, no qual a “Coroa portuguesa ordenava a seus funcionários verificar se o número de pessoas desembarcadas era realmente aquele que constava nos registros de bordo”, conforme citou o historiador Manolo Florentino. Tal documento, apesar de sua importante função reguladora do comércio negreiro, apenas demonstrou algum resultado no final do século XVIII. Ironicamente, o efeito seria notado mais pela ausência ou irregularidades dos livros de bordo, do que pelo seu papel disciplinador dos capitães de naus que insistiam em realizar “negócios com o estrangeiro durante a viagem”. Exceção à regra encontra-se, no entanto, no códice 242, também conhecido como Termos de contagem de escravos vindos da costa da África, que, segundo Manolo Florentino, “é a única série existente de entradas de negreiros proveniente da África” anterior a 1811. 
Angola, ao contrário da região congolesa, passou a ter um crescente reconhecimento por parte da Coroa, como uma parcela importante do império atlântico português. Agraciada com o título de capitania hereditária desde 1571, seu primeiro donatário recebeu instruções similares as das capitanias da América portuguesa para seu desenvolvimento. Embora a Coroa não tenha obtido grandes êxitos, tais tentativas nunca foram abandonadas. No final do século XVIII, Angola passaria, ainda que modestamente, pelos esforços reformistas capitaneados pelos ministros e governadores ilustrados portugueses.
Dos aspectos reformistas a serem ressaltados encontramos no Arquivo Nacional documentos sobre o envio de mapas da população da cidade de São Felipe de Benguela, do ano de 1797, com a descrição de suas casas e sobrados, ao lado da quantificação das tropas, dos enfermos e das embarcações. É interessante ressaltar que a produção desses mapas integravam a dimensão pragmática de reconhecimento das regiões coloniais, ao lado das descrições e explorações dos territórios. Nessa dimensão enquadrava-se também a solicitação de d. Fernando de Portugal e Castro ao governador de Angola, Antônio de Saldanha da Gama, para promover a extração de enxofre nas minas de Benguela, ou, ainda, o pagamento de passagens dos alunos provenientes dessa cidade para estudar cirurgia e farmácia no Hospital Real Militar da Bahia. 
A “vocação” angolana para o fornecimento de escravos deixou à mostra o grande afluxo do comércio colonial português na África, mas também suas fragilidades. Comércio lucrativo para muitos, o trato negreiro funcionava como a outra face da moeda colonial: os produtos da América, como o açúcar, a aguardente, o tabaco, e os tecidos vindos do Oriente, só possuíam como contrapartida a troca pelos escravos. Os mapas de exportação e importação, comuns na documentação da Junta do Comércio, são demonstrativos desse aspecto.
Apesar da proibição da concorrência com a metrópole esta interdição precisava ser reforçada por alvarás como o de 1772 que impedia a entrada de navios vindos da Índia nos portos de Angola. Não obstante ter de coibir a concorrência doméstica, a Coroa portuguesa precisava controlar os inimigos externos: o corso e a pirataria exigiam um enorme esforço de defesa das rotas que cruzavam o Atlântico. Os ataques, apesar de não constituírem exclusividade do comércio africano, traziam enormes prejuízos ao negócio, sendo comum o pedido de proteção ao Estado que, por sua vez, recorria aos rendimentos do próprio tráfico para a cobertura das despesas militares.
No final do século XVIII, o assédio ficaria por conta das investidas francesas sobre os territórios portugueses, fazendo a pressão continental realizar-se também nos espaços coloniais. As tradicionais dificuldades da metrópole para defender de forma eficaz seus vastos domínios eram assumidas pelas colônias, naturalmente solidárias, como afirmou Valentim Alexandre, na tarefa de socorro mútuo contra os invasores. Desse modo, é possível compreender o clamor do governador de Angola, dom Miguel Antônio de Melo, ao vice-rei do Brasil, dom José Luís de Castro, para o auxílio contra o ataque de franceses no litoral, em 1799, alegando serem os negreiros utilizados para a defesa impróprios e insuficientes, lembrando ao vice-rei o fato de não poderem contar com a ajuda dos ingleses. 
A menção nessa correspondência à não intervenção dos ingleses em favor da defesa do litoral de Angola consistia no prelúdio das pressões contra o tráfico. Dirigida à escravidão como um todo, com justificativas de fundo humanitário e das novas concepções econômicas de cunho liberal, a pressão inglesa atingiria duramente o comércio realizado pelos portugueses, por sua posição dominante nesse mercado. Por essa razão, os esforços ingleses para a supressão do tráfico português não puderam ser subestimados: a região da África Ocidental, onde se iniciaram os primeiros aprisionamentos de negreiros, veria seu tradicional comércio proibido em conseqüência das diretrizes impostas pelo Congresso de Viena (1815).
O gradual desaparecimento do circuito ao norte do Equador contribuiu para intensificar o tráfico com a África Central Atlântica, incapaz, segundo Manolo Florentino, de suprir a nova demanda. A costa africana ao sul do Equador sofreria, também, com a ronda inglesa, como demonstram os vários pedidos de indenização feitos pelos comerciantes de escravos às companhias de seguro, queixando-se dos aprisionamentos ingleses e da conseqüente perda de seus navios e cargas. Exemplo desse fato foi a apreensão do navio Urbano, de propriedade de Manuel José da Cunha que pedia um ressarcimento às companhias de seguro Bem Comum, Boa Fé e Conceito Público, em maio de 1813. 
Ao longo de século XIX, a África Central Atlântica iria perder sua posição de destaque no comércio de escravos: após 1811, a África Oriental passaria a cumprir o papel de grande fonte abastecedora de escravos para a América portuguesa. Contudo, como afirmou o historiador Luiz Felipe de Alencastro, mais do que o trato negreiro, a experiência colonial na África moldaria a constituição do próprio império atlântico português.

*Esse texto pertence ao Arquivo Nacional e refere-se à História Luso-Brasileira.
Ele foi escrito pela Profª Drª em História Nívia Pombo Cirne dos Santos.

quarta-feira, 30 de setembro de 2020

Quando o médium abandona a sua missão...


Toda missão mediúnica é determinada especificamente, com o propósito de auxiliar a evolução espiritual do indivíduo.
Quando a missão é assumida, cada ser humano aceita o compromisso de viver a sua vida de acordo com os desígnios maiores.
Cada missão é considerada única, porque é definida exclusivamente para "aquele" espírito. Ou seja, a missão de fulano não pode ser cumprida por sicrano e vice-versa.
Assim sendo, quando uma missão deixa de ser cumprida, um pedaço do processo evolutivo se perde e diversas pessoas são prejudicadas... Porque tudo está interligado.
No Cosmos tudo funciona como uma grande teia de aranha: entremeado e inter-relacionado entre si.
Nessa Grande Teia da Vida, cada fio sustenta um complexo emaranhado de inúmeras possibilidades, intimamente interligadas. Quando um fio se rompe, a estrutura que sustentava aquela teia fica comprometida para sempre.
Por isso, ao assumir o compromisso de cumprir sua missão mediúnica, o indivíduo responsabiliza-se por si mesmo e por aqueles que dependem do cumprimento de sua missão de vida.
Existe médium que jamais aceitou que possui uma missão mediúnica. Muitos médiuns fingem que desconhecem o seu propósito de vidaAgora, pior do que fingir, é desmerecer aquilo que conhece...
Se desmerece, fala mal e acusa, é porque fez mal uso de seu dom e vivenciou tudo de forma equivocada.
Quando o indivíduo usa mal seu dom mediúnico e prejudica os outros, normalmente acusa a Religião pelos seus desatinos. Ele esquece que Deus tudo sabe e tudo vê! E depois terá que acertar as contas do mesmo jeito...
O julgamento virá no tempo oportuno porque o Universo possui Leis! As Leis que regem toda a evolução são efetivas e duradouras (permanentes).
O médium que possui missão e a abandona, comete diversos erros: menospreza seu compromisso com Deus, nega sua fé na Espiritualidade Maior, exclui aqueles que necessitam de seu amparo, ocasiona a perda de seu portal de luz.
Toda essa somatória de erros possui um alto custo: a queda. Uma queda de muitos níveis!
Por isso, médium, parafraseando uma frase extraída do livro Ilusões: As Aventuras de um Messias Indeciso (de Richard Bach), "Você quer saber se sua missão de vida está concluída? Se você está vivo, ela não está!"
Então, ainda dá tempo de consertar tudo e rever suas escolhas... Pense nisso!

quinta-feira, 17 de setembro de 2020

A importância dos Erês na Umbanda Sagrada.

Pin em Nigeria | Yoruba

Ibeji, Erê, Vungi, Igbeji, Mwunji... Erê é o mesmo que Orixá Criança na Nação Keto. Wunji é aquele que rege a infância em Congo e Angola.
Ibeji é a divindade gêmea da vida, pois representa a dualidade e a proteção dos gêmeos (Twins) na Mitologia Yorubá. Dá-se o nome de Taiwo ao primeiro gêmeo gerado e de Kehinde ao último.
Nas Lendas, Kehinde determinava a Taiwo que comandasse o mundo, pois este era o mais velho em nascimento.
Os Erês são filhos de Xangô com Oxum; apesar de muitas lendas enunciarem Oyá como genitora... Assim como muitas mulheres, Oxum também teve um filho natimorto, que depois renasceu...
Como na África, muitas mulheres tinham dificuldade em engravidar ou manter a gravidez saudável até o fim, quando nasciam gêmeos, tudo era motivo de muita festa.
Normalmente, nas Nações Africanas os gêmeos são representados por duas imagens colocadas lado a lado no altar...
Na Umbanda, essa é a representação foi alterada para Cosme, Damião e Doum. Cosme e Damião seriam os gêmeos Taiwo e Kehinde, enquanto Doum seria o natimorto renascido.
Entre o Povo Dahomé Fon é costume o consumo de carne de macaco. Então, nas festas de Wungi, eram ofertadas frutas, doces, bebidas e carne de macaco assada.
Aqui no Brasil, essa tradição foi substituída por doces e comidas de Santo, como o vatapá, o caruru, e o mungunzá; acrescentando-se bolos, confeitos e refrigerantes em geral.
As guias (colar de contas) são confeccionadas de miçangas coloridas e intercaladas, sem uma ordem específica - já que Erê não possui feitura.
Existem Nações que intercalam as miçangas na cor-de-rosa com azul bem clarinho, em número de sete em sete - para representar os sete gêmeos das tradições ancestrais.
As frutas a serem servidas são as frutas doces e suculentas. As flores utilizadas podem ser: margaridas, miosótis, jasmins e alecrins...
As velas devem ser coloridas, como as de Festa. E as ofertas são complementadas com diversos brinquedos.
As oferendas dos festejos são "arriadas" em jardins, praças, parquinhos ou bosques coloridos; sempre aos domingos.
A saudação a Erê é Erê Mi, Erê Mi! Ou: Omi Beijada! Ibejiroó!
A data festiva de São Cosme e São Damião na Igreja Católica ocorre em 26 de setembro nas datas tradicionais e em 27 de setembro nos ritos extraordinários. Na Igreja Ortodoxa celebra-se em 1º de julho e 1º de novembro.
A Umbanda festeja São Cosme e São Damião, bem como, os Ibejis, em 27 de setembro.
Muitos Templos prorrogam as festividades em honra a todas as crianças e espíritos infantis até o dia 12 de outubro. Ou seja, muitos locais no Brasil celebram a Infância durante uma quinzena completa!
Normalmente, em Festa de Ibeji (principalmente na Umbanda) respeita-se o número sete, porque São Cosme e São Damião eram sete irmãos: Crispim, Crispiniano, Talabe, Alabá e Doum (entre gêmeos e trigêmeos).
No assentamento de Ibeji podem ser usados instrumentos em par, como: dois bonecos de madeira, dois carrinhos (também de madeira ou outro material de artesanato), dois chocalhos artesanais, etc.
Também podem ser usados: dois olhos de boi, duas cabaças, dois búzios gêmeos e abertos, dois alguidares de louça branca, junto a uma quartinha sem asa (também de louça branca).
Durante as Festas de Erê, também devemos nos lembrar de "Abiku": as crianças falecidas. Abiku quer dizer: nascido para morrer...
Infelizmente, na África existem muitos abikus. Por isso, quando nasce Erê tudo é uma Festa! Pois, significa que uma criança sobreviveu... Portanto, festejar Erê (Ibeji) é o mesmo que festejar a Vida!

IBEJITaiwo e Kehinde os Ibeji Yoruba | Bonecas africanas, Orixas, Deuses  africanos

segunda-feira, 24 de agosto de 2020

O médium e Deus.


Médium, tenho uma pergunta para você: "Você ama a Deus sobre todas as coisas?" Amar a Deus significa lembrar que Ele te criou e criou tudo o que existe...
Isso significa respeitar o próximo, cuidar das criaturas menores, preservar a natureza e cumprir sua missão de vida. Sobre todas as coisas é o mesmo que acima de tudo e independente de qualquer coisa.
Existe médium que se declara Umbandista ou Espiritualista, mas esquece do Criador! Mediunidade não existe sem Deus... Infelizmente, muitos médiuns esquecem que acima de tudo está Deus.
Jamais podemos nos esquecer do Pai Criador (Deus - Zambi/Olorun) e do Pai Maior (Jesus - Oxalá).
Alguns até "escolhem" suas Entidades e dizem que preferem tal Orixá ou tal Entidade, mas esquecem que Quem comanda tudo é Deus (Zambi)! Porque você pode nomear Deus de Olorun ou de Zambi, porque Deus possui muitos nomes em outras línguas... Mas, jamais pode esquecer que Ele é o Criador de tudo!
Declarar sua preferência por determinada Entidade ou Orixá, menosprezando Deus e Jesus (Zambi e Oxalá), indica que você é um falso umbandista, porque desrespeita a Lei Maior, a Lei da Hierarquia! Esquecer quem manda é o mesmo que esquecer porque você está aqui...
Afinal, se você é médium, sua principal missão é com a Espiritualidade. E para cumprir missão com a Espiritualidade é preciso respeitar toda a Hierarquia, desde Olorun (Zambi) à Oxalá e demais Orixás, bem como, os Trabalhadores Espirituais e o próximo...
Um médium equilibrado jamais se esquece do seu compromisso com a missão assumida. Mas, o que é missão? É a incumbência que alguém recebe para executar uma tarefa. No caso do médium, essa missão é uma incumbência recebida do Plano Espiritual
Como existe uma Hierarquia em todo Plano Espiritual, desde o embaixo até acima, existe também o respeito por todo e qualquer espírito, e por todo e qualquer ser humano. Porque, se não houver respeito, a missão se perdeu!
Portanto, médium, respeite o compromisso que você assumiu... Respeite o próximo. Respeite toda a Espiritualidade. E acima de tudo, respeite Aquele que te deu o Dom da Mediunidade: Deus (Zambi/Olorun).
Missão é compromisso, é comprometimento, é responsabilidade, é dedicação, é entendimento, é compreensão, é envolvimento... E acima de tudo é Amor. Amor por Deus Pai, o Criador!

terça-feira, 11 de agosto de 2020

O que acontece quando o médium pede um tempo para a Espiritualidade?


Todo médium é um ser humano encarnado e possui necessidades diárias como todo todo mundo. Por isso, pedir um tempo para a Espiritualidade é normal e permitido.
O tempo pode ser conferido ao médium por conta de: uma mudança, uma doença, um estudo especial, a maternidade, um acidente, morte de um ente querido, etc.
Enfim, são inúmeros acontecimentos que podem obrigar o médium a solicitar um tempo para a Espiritualidade Maior.
E tudo isso é da Lei! Porém, existem regras que devem ser seguidas, mesmo quando o médium está afastado de suas atividades mediúnicas.
Pedir um tempo para resolver problemas pessoais é permitido, desde que o médium permaneça vigilante e atuante em sua fé.
Afinal, o médium pode afastar-se por um tempo determinado, mas o mal jamais descansa!
Enquanto resolve suas questões, o médium precisa manter suas responsabilidades particulares.
Os preceitos devem ser cumpridos individualmente e solitariamente, porque a mediunidade nunca acaba.
Portanto, mesmo afastado de suas atividades mediúnicas, lembre-se: você ainda é médium!
A Espiritualidade Maior lhe concederá o tempo necessário, porém, o canal de comunicação permanecerá aberto enquanto você existir...

segunda-feira, 3 de agosto de 2020

Nosso respeito a todo aquele que cumpriu sua missão com dignidade!

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Cumprir missão na Lei e na Ordem é realmente complicado... E ninguém sabe melhor sobre isso, do que os médiuns mais antigos!
Eles se expuseram, foram perseguidos, sofreram com o preconceito, viveram de doações e, ainda por cima, aguentaram humilhações e xingamentos.
Os médiuns de agora são privilegiados, porque nasceram em uma época, em que a mediunidade pode ser exposta mais abertamente, sem se pagar um alto preço por isso!
Claro, ainda existem preconceituosos, manipuladores e usurpadores, mas a liberdade de expressão é maior agora, do que já foi no passado...
Os médiuns mais velhos se expuseram para que os médiuns mais jovens pudessem estar aqui, cumprindo a sua missão de vida.
Se não fosse pela benzedeira de antigamente ou pelo curandeiro do passado, muitos médiuns ainda estariam lutando por seus direitos.
Por isso, é preciso aprender com os mais velhos, como se defender silenciosamente. Eles, conhecem todas as artimanhas que o mal utiliza para influenciar aqueles que evitam cumprir missão!
Portanto, quando você ver um senhorzinho ou uma senhorinha, cumprindo a sua Missão de Vida, ofereça-lhes o seu apreço e o seu respeito...
Graças a eles, você pode trabalhar em sua missão, sem sofrer com a tirania alheia!

sexta-feira, 31 de julho de 2020

PASSE MEDIÚNICO NA UMBANDA


A Umbanda além de possuir uma ritualística bastante singular, também atua de forma única no quesito cura...
As diferenças percebidas entre uma Casa e outra, ocorrem devido aos múltiplos costumes presentes em uma localidade.
Como o Brasil é uma terra extensa, de muitas miscigenações e de múltiplas culturas, o passe mediúnico umbandista transparece essas variações.
Sendo assim, apesar da Umbanda seguir um Manual Litúrgico conferido pela Federação, cada Templo adapta-se aos costumes de sua região e de seu povo.
Essa singularidade, permite aos médiuns que atuam e aos membros que frequentam, entenderem-se durante o atendimento.
Por conta disso, cada Casa possui sua própria forma de proceder, sendo permitido ao Terreiro criar um ritual específico para a sua região.
Como o passe mediúnico na Umbanda envolve diversos fatores, o médium deve estar preparado para seguir as regras e obedecer aos preceitos da sua Tenda.
No momento do passe mediúnico, o médium deve vibrar amor, porque isso envolverá a todos em uma corrente de bons fluídos e de boas intenções, ampliando a ação do passe.
Muitas vezes, o médium comparece na reunião mediúnica, despreparado para trabalhar... E isso ocasiona diversos transtornos para a Corrente Mediúnica!
Um médium corrompido emana maus fluídos, porque seu corpo está desequilibrado e, consequentemente, estará desajustado do seu Guia e Mensageiro.
Como por exemplo: a quebra na Corrente, o desperdício de energia do Ambiente, o desgaste do Chefe do Terreiro e a ruptura do processo de cura.
Quando um médium trabalha desalinhado dos propósitos superiores, com certeza, sua missão está se desvirtuando dos anseios divinos.
Se um médium não age em consonância com a Lei Maior do Amor, como pode oferecer uma ajuda eficaz a quem o procura?
Por isso, se quiser ser um médium eficaz em seus atendimentos, ele deve purificar-se adequadamente, abster-se e manter seu corpo puro e limpo nos dias de trabalho mediúnico.
Durante o atendimento, seja pelo benzimento, pela oração, pela intercessão ou pela emanação, ao impor a mão sobre o atendido, o canal se abre nos dois lados.
O passe é uma via de mão dupla, onde uma energia sai e outra energia entra e, por isso mesmo, chama-se passe... Porque a energia "passa" de um para outro.
Diferentemente do passe magnético, o passe mediúnico envolve mais de uma pessoa no processo, porque estão presentes o médium, o Guia-Mensageiro e o atendido.
Portanto, médium, se a sua intenção é trabalhar na Lei e na Ordem, cumpra corretamente as determinações de sua Tenda. Somente assim, você poderá emitir ondas de cura e de harmonia para o assistido.
Jamais esqueça que todo passe, seja magnético ou mediúnico, emana energia permanente, daquele que possui o dom de curar!


Sugestão de material para leitura:

*Só ressaltando que, a base de estudos para Espiritualistas, Espíritas e Umbandistas é a mesma, pois a Lei Mediúnica não se altera de uma Religião para outra...