quarta-feira, 28 de março de 2012

Os Cavaleiros do Campo Santo!

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No Cemitério existem muitos Exus e muitas Pombagiras trabalhando ativamente, pois é um local de grande concentração de fluidos vitais... Nesse local, existem quatro Exus que atuam incansavelmente, guardando os Portões do Cemitério, protegendo o Cruzeiro, vistoriando os túmulos e auxiliando os Trabalhadores Espirituais.
Esses Exus Guardiões aparecem montados em "Cavalos Espirituais" e, por isso, são chamados de Cavaleiros do Campo Santo ou Cavaleiros Sagrados. Seus nomes são: João Caveira, José Caveira, João Catacumba e José Catacumba.
Os Senhores João Caveira e José Caveira guardam os Portões da Cidade dos Mortos. Eles também conferem a entrada e a saída de todos os seus visitantes, carnais ou espirituais... São eles que também fazem uma varredura constante no Cemitério para mantê-lo em perfeita ordem e funcionamento. 
Os Senhores João Catacumba e José Catacumba são responsáveis por recolher os despojos espirituais daqueles que ficaram presos à matéria, além de encaminhá-los devidamente ao local onde deverão ser atendidos. Também são eles que atuam junto aos Espíritos em débito com a Lei Maior, como: ladrões, assassinos, suicidas, violentadores, etc.
Os Cavaleiros do Campo Santo ou Cavaleiros Sagrados, além de protegerem todos os Cemitérios que existem, também impedem ataques de vampiros espirituais - seres que se alimentam dos restos mortais e da energia vital dos desencarnados.
Muitas pessoas, ao morrerem, não são desligadas de seu corpo carnal pelos Socorristas Espirituais, pois tiveram uma vida cheia de tropeços. Essas pessoas chegam aos Cemitérios presos à matéria de seu corpo. Ao serem desligados dos despojos carnais, esses espíritos liberam o restante da energia vital que lhes resta, atraindo, assim, seres que se alimentam dessa energia.
Os Espíritos das pessoas de bem, são imediatamente desligados após a morte e conduzidos ao Plano Espiritual pelos Socorristas. Espíritos de pessoas com débitos pendentes permanecem presos à matéria. Espíritos de pessoas malignas, que causaram grande mal à Humanidade, são imediatamente carregados por aqueles que lhes cobram as dívidas.
Pessoas que não entendem ou não aceitam a morte também ficam presas à matéria carnal. Nesse momento, a ação dos Exus e das Pombagiras se faz necessária, pois muitos desencarnados se tornam "banquete" desses seres enlouquecidos.
Portanto, o Campo Santo é um local de muita reserva energética para os Seres Trevosos, devendo ser protegido para evitar o mau uso dessa energia... Dessa forma, o Cemitério é um local que necessita de proteção constante! Por isso, os Cavaleiros Sagrados do Campo Santo estão sempre em ação, cumprindo a função que lhes é devida...
Ao entrar no Cemitério devemos saudar esses Exus e ao sair devemos agradecer, para que a nossa visita seja tranquila e nossa partida também...

*Catacumba é a escrita correta, segundo a Ortografia Brasileira.


terça-feira, 27 de março de 2012

Exu Morcego


Ele é aquele que anda na Escuridão, porque vive no Breu Absoluto dos Reinos Infernais. Por ele passam todos os Espíritos que descerão para o Inferno, antes da sua queda total...
À todos aqueles que caem, ele oferece uma oportunidade de redenção... Enquanto olha nos olhos dos caídos, ele decide seus destinos. Se houver um pequeno lampejo de arrependimento, então, eles permanecem no mesmo nível. Porém, se ele perceber em seus olhares qualquer sinal de desdém, ele mesmo os entregará ao seu destino final.
O nível que fica um pouco acima do Inferno pertence a ele: o Senhor Exu Morcego. Nesse nível permanecem todas as criaturas que fizeram pactos diversos, que usaram e abusaram da Magia Negra, que usufruíram da riqueza alheia em benefício próprio, que macularam a Humanidade com sua lúgubre ganância e que angariaram poder e fama com a morte de outras pessoas.
Todos aqueles que viveram uma vida de infinitos prazeres, enquanto outros eram destruídos, perseguidos e aniquilados, terão o privilégio de viver o "post mortem" junto desse Guardião, em sua morada especial: as Trevas Absolutas das Profundezas Eternas. Nesse local, o Espírito tem a sensação de estar sempre caindo em um Abismo sem fim...
Esse é o seu trabalho, essa é a sua missão, que ele assumiu em tempos imemoriais... Quando a Terra ainda iniciava a sua jornada de resgate dos Espíritos Perdidos, ele estava lá, junto de tantos outros que foram selecionados para tarefas tão expurgas quanto a dele. Essa tarefa, que ora parece tão insólita, mas tão necessária para conter os Seres Infernais, foi ofertada a ele há muitos milênios atrás! E ele aceitou, por amor ao Criador...
Muitos criam inúmeras histórias sobre ele: que parece um vampiro, que parece um morcego, que parece um demônio, que viveu na Terra, etc... Mas, a verdade é que ele não viveu! Ele nunca teve uma vida carnal, assim como o Exu Lúcifer, ele foi designado para essa tarefa, quando o Mundo iniciou a sua habitação de Seres Mortais.
Entretanto, ele não se importa que criem histórias sobre ele, nem tampouco se incomoda que o difamem... No final, ele estará lá esperando por aqueles que: mentiram, enganaram, ludibriaram, usurparam... Afinal, ele é o Guardião Supremo das Trevas Absolutas!

sábado, 24 de março de 2012

Senhor Exu do Lodo


Esse Guardião foi um grande Médico, Cientista e Pesquisador da Cidade de Amsterdã, na Holanda, durante o século XVIII. Fez sucesso em sua área por salvar muitas vidas, de pessoas importantes da Sociedade. Porém, nunca atendeu ou deu atenção a um pobre sequer... Não atendia sem o pagamento da Consulta.
Sua missão naquela vida era construir Hospitais, Asilos e Escolas para os menos favorecidos - o que ele não fez! Ele fundou um Grandioso Hospital, realizou Cirurgias importantes, mas nunca se preocupou com a classe menos favorecida... Viveu para a fama e o sucesso.
Sua mãe sempre lhe dizia para usar um pouco de sua fama para ajudar os necessitados. Ele consentia, dizia que o faria, mas nunca moveu um dedo nesse benefício. Ao morrer, caiu no Lodo Umbralino das amarguras humanas e sentiu a ilusão da vida... Ficou por anos remoendo e tentando compreender sua situação.
Quando foi socorrido por sua mãe, seu Espírito estava condoído por ter percebido que desperdiçou uma vida e uma missão. Pediu para renascer e aprender sobre a simplicidade da vida...
Nasceu no Brasil, entre os índios Caetés. Viveu apenas oito anos e morreu em consequência de uma picada de cobra venenosa. Sua mãe novamente o recolheu... No Plano Espiritual retomou sua forma adulta, estudou e pediu para cumprir sua Missão como Médico dos Espíritos Imundos.
Dessa vez não reencarnaria, mas assumiria a forma de um Guardião do Lodo e recolheria todos aqueles que caíssem nas ilusões da vida. Assim, esse Exu do Lodo, trabalha e cuida do local mais denso do Umbral: o Pântano das Amarguras
Ele recolhe, limpa e encaminha os espíritos que caem após uma vida perniciosa. Também atua nas reuniões dos Centros Espíritas, Espiritualistas e Umbandistas, limpando a energia do local e a aura de todos os participantes.
O Senhor Exu do Lodo cuida dos Pântanos, Brejos e lugares de difícil acesso no Umbral. Ele trabalha, principalmente, para as Mães d'Água, socorrendo aqueles que caíram no Lodo das imundícies da Alma, perseguindo as ilusões das vaidades humanas.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Ogun Beira Mar e Ogun Matinata

Dois Cavaleiros e uma só história!


Esses dois emissários de São Jorge, viveram, lutaram e morreram juntos. Foram criados desde crianças para a luta. Confiaram sua vida a Deus e a serviço da humanidade. Defenderam a Terra Santa e a Santa Madre Igreja. Morreram lado a lado, lutando por justiça e por honra. A história que vou narrar, transcrevo-a exatamente como ouvi do Senhor Ogun Beira Mar:
"Eu nasci no ano de 1268 de Nosso Senhor Jesus Cristo. Meu amigo e companheiro de jornada, Senhor Matinata, nasceu um pouco antes, em 1257, na região que hoje se chama San Vicenzo, na Itália. Seu nome era Guido Franciesco. Meu nascimento ocorreu em território gaulês, hoje ocupado pela França e meu nome era  Olave de Gusttave.
Apesar da diferença de idade, nos dávamos muito bem. Éramos inseparáveis e sempre lutávamos lado a lado, nos campos de batalha. Dedicamos nossa vida a defender a Igreja e cada um foi designado para servir em uma Ordem. Ele foi destacado para servir a Ordem Soberana e Militar Hospitalária de São João de Jerusalém, de Rodes e de Malta e se tornou um Hospitalário. Eu fui destacado para a Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão e tornei-me um Templário.
Dedicamos nossa vida a defender a Santa Madre Igreja, as Terras Santas de Jerusalém e os peregrinos cristãos. Fomos treinados desde os 7 anos, fizemos votos de pobreza e castidade; éramos monges guerreiros. Porém, fomos traídos pela própria Igreja, acusados de heresia e de esconder tesouros no Convento da Ordem. Sabíamos que era um golpe militar para extinguir a ordem.
Eu estava no Convento de Jerusalém, quando fomos atacados pelos soldados do rei. Guido estava a serviço dos Hospitalários e passava um tempo no convento. Estávamos em número reduzido, mesmo assim lutamos. Alguns conseguiram fugir para contar sua história, outros morreram ali mesmo. Eu fui decapitado, juntamente com meu amigo Guido. Nossa morte ocorreu no ano de 1303. Poucos anos depois a Ordem dos Templários estava extinta e a dos Hospitalários permaneceu por possuir diferentes interesses.
Eu tornei-me um Cavaleiro de São Jorge, servindo a Virgem Maria e a São Miguel Arcanjo e Guido passou a servir São Jorge, São Thiago e São João Batista. Recebi a insígnia de Cavaleiro de Ogun e meu nome tornou-se Beira Mar. Guido recebeu a mesma insígnia, mas seu nome tornou-se Matinata. Atuamos em campos diferentes do Plano Espiritual, porém, permanecemos no mesmo ideal de servir a Cristo Jesus e a nossa Amada Mãe Maria. Podemos nos deslocar no tempo e no espaço e, assim, atuar em locais distantes e desconhecidos."

quinta-feira, 22 de março de 2012

A APOMETRIA na Umbanda e a UMBANDA na Apometria.

O termo Apometria vem do grego Apo: preposição que significa "além de" e Metria: relativo a "medida" - e seu significado está em "medir além".
A base e explicação da Apometria está no estudo das Leis de Física Quântica e das Leis Espirituais que regem o Universo. Seu êxito depende da atuação de bons médiuns e bons trabalhadores espirituais, operando em conjunto e harmonia com os diversos planos.
A Apometria é uma técnica de desdobramento e cura dos corpos individuais que compõe o ser, através de pulsos eletromagnéticos. Porém, a Apometria vai muito além de um simples estalar de dedos e quem trabalha com essa técnica sabe muito bem disso.
Tudo no Universo é energia e essa energia está em constante movimento e transformação. A Apometria e a Umbanda fazem uso dessas energias durante o processo de cura do atendido. A Umbanda desempenha um papel fundamental na atuação da Apometria, pois as diversas Linhas podem atuar em todos os Planos: recolhendo, transmutando e curando as energias do paciente.
Todo apômetra deve atuar com responsabilidade dentro da Umbanda e todo umbandista deve trabalhar com consciência na Apometria, pois somos interligados pela Lei Maior do Amor Cósmico Divino.
A Apometria surgiu no Brasil, em Porto Alegre, pelo estudo do Dr. José Lacerda de Azevedo. Ele se baseou nas pesquisas de um Psiquiatra porto-riquenho: Dr. Luiz Rodriguez, que desenvolveu uma técnica chamada de hipnometria.
O Dr. Lacerda, juntamente com sua esposa Yolanda (médium clarividente) descobriu que essa técnica melhorava muito os pacientes em tratamento. Então, juntos, no ano de 1965, fundaram a primeira Casa Apométrica do Brasil: a "Casa do Jardim".
A Casa era vinculada ao Hospital Espírita de Porto Alegre até 1987, mas depois tornou-se uma Instituição com sede própria, onde diversos trabalhos apométricos passaram a ser desenvolvidos.
O Dr. Lacerda deixou livros publicados sobre o assunto e sempre defendeu a importância dos trabalhadores espirituais da Umbanda num bom atendimento apométrico.
Um livro muito bom para o início do estudo apométrico é "Apometria para Iniciantes" de Patricia Barz e Geraldo Magela Borbagatto.
No site http://www.casadojardim.com.br/ pode-se pesquisar a história completa da Apometria e seus cursos.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Joaquins, Anas, Josés e Marias.


Quem conhece a Lenda de Obaluaiê, sabe que ele nasceu doente e que Nanã entregou-o a Iemanjá, pedindo a Ela que cuidasse dele com amor e carinho. E assim Iemanjá fez...
Era costume na África antiga, mulheres mais velhas darem seus filhos às mulheres mais jovens, principalmente, para aquelas com muitos filhos. Acreditava-se que, assim, a criança seria curada. E de fato, Obaluaiê foi curado pelo amor de Iemanjá.
Nanã sincretiza com Santa Ana (mãe de Maria), que era casada com Joaquim (pai de Maria). Ana tinha dificuldade para engravidar, e quando Maria nasceu, Ana e Joaquim já estavam com idade bem avançada... Por isso, os nomes "Joaquim e Ana" estão presentes nos nomes dos Falangeiros mais velhos da Umbanda: os Pretos-velhos.
Iemanjá sincretiza com alguns títulos de Nossa Senhora (Maria), que é a Mãe Absoluta. Em algumas Nações, São José sincretiza com uma das qualidades de Xangô... Mas, na Umbanda, São José é venerado nos nomes de muitas Entidades de diferentes Linhas. Ou seja, São José não possui sincretismo definido, mas comanda muitas Falanges e é representado em muitos Falangeiros.
Dessa forma, os nomes "Joaquim, Ana, José e Maria" aparecem nos nomes de muitos Falangeiros da Umbanda Sagrada. Por isso, temos muitos "Pais Joaquins" e "Pais Josés", assim como, muitas "Vovós Anas" e "Vovós Marias".
Entretanto, esses nomes também aparecem em outras Linhas e Falanges, como por exemplo: Baiano Joaquim, Baiano José, Baiana Nhá Ana, Baiana Maria, Capitão Joaquim, Marujo José, Marinheira Ana, Marinheira Maria, Malandro Joaquim do Cais, Malandro Zé do Berimbau, Malandra Ana da Estrada, Malandra Maria da Praia, Cigano Joaquim José, Cigana Ana Maria, Cigana Maria da Paz, Ibeji Joaquinzinho, Ibeji Zezinho, Ibeji Aninha, Ibeji Mariazinha, etc.
Todos as Entidades, que carregam o simbolismo dos nomes "Joaquim, Ana, José e Maria", estão demonstrando que se manifestam na Lei de Oxalá pois, no sincretismo, Oxalá corresponde a Jesus. Com isso, eles demonstram que são Trabalhadores a serviço do Pai Maior.

terça-feira, 20 de março de 2012

Baiana Rosalinda


"Baiana, Baianinha...
Baianinha meu amor.
Com quem é que tu trabalha?
Eu trabalho com Nosso Senhor!"

Rosalinda nasceu no sertão nordestino, no estado de Sergipe, numa Vila entre o estado da Bahia e de Alagoas. Essa região hoje se chama: Canindé de São Francisco.
Desde que nasceu, com as bochechas bem rosadas, sua mãe lhe chamou de Rosa e seu pai de Linda, por isso ela recebeu o nome de Rosalinda.
Ela nasceu no ano de 1889, um pouco antes da Proclamação da República e quando Sergipe, enfim, tornou-se um Estado brasileiro.
Seu pai era um mameluco que trabalhava como vaqueiro nas margens do Rio São Francisco e sua mãe era uma filha de escravos que trabalhava como bordadeira. Eles viviam da pesca, do gado, do artesanato e se alimentavam de plantas nativas da caatinga.
Rosalinda foi uma moça esperta e alegre que sempre auxiliou sua mãe nos trabalhos domésticos. Também gostava de ajudar seu pai na lida com o gado. Amava a vida que levava: tranquila, a beira do Rio São Francisco e cheia de riquezas naturais.
Um dia, alguns cangaceiros cruzaram suas terras e se encantaram com a beleza da moça. Um dos rapazes a convidou para seguir com ele no bando, mas ela recusou...
Rosalinda não queria se apartar de seus pais, nem queria deixar a vida que levava. O Chefe do bando não mexia com moças virgens... Ele respeitava, porque tinha uma filha da mesma idade. Mas, o rapaz não suportou ser rejeitado e começou a ameaçar a moça.
Vendo que seus familiares corriam perigo, pediu aos pais para seguir com o bando, alegando estar apaixonada pelo moço.
O pai de Rosalinda, no começo recusou e falou que isso não era vida para uma moça. A mãe chorava muito... Por fim, aceitaram, desde que ela nunca saísse do acampamento dos cangaceiros e que não se juntasse a eles nas contendas.
Rosinha concordou, despediu-se dos pais e seguiu com o bando. Seguia cheia de tristeza em seu coração. Sonhava se casar por amor... Jamais pensou em ser forçada a se casar, pois seus pais eram muito bons para ela.
Ela correu com o bando por várias localidades e sempre se manteve no acampamento. O rapaz fazia de tudo para agradá-la, porém ela não esquecia a família.
Após de um ano viajando, Rosalinda estava prestes a dar a luz. Na beira de uma estrada nasceu um menino e ela não resistiu ao parto. Morreu de dor, de tristeza e de hemorragia.
O menino cresceu com o pai e se tornou um dos cangaceiros mais respeitados da região, lutando pela justiça dos menos favorecidos. Depois dele vieram outros, como Lampião, que se tornou o Cangaceiro mais famoso da história do Brasil.
Por algum tempo o espírito de Rosalinda vagou, ligado ao menino que nasceu e buscando a sua família...
Mas, depois foi recolhido ao Reino de Aruanda. Ela se tornou mais uma trabalhadora na "Ala" das Baianas. Hoje, trabalha na Linha das Águas, distribuindo amor e alegria a todos a quem atende...

segunda-feira, 19 de março de 2012

A missão dos Baianos na Umbanda...

"Salve o Grande Cruzeiro da Bahia, Meu Pai!
E salve o Nosso Senhor do Bonfim!"


Povo Baiano agrupa os trabalhadores espirituais que viveram no Nordeste Brasileiro, pois os estados nordestinos pertenciam à Bahia no começo da Colonização do Brasil.
Os Portugueses adentraram o Brasil pelas terras da Bahia, na época denominada de Ilha de Vera Cruz. Pensaram que aqui fosse uma ilha e somente depois viram a imensidão do território!
Na época, entraram no Brasil todos os "excluídos" de Portugal e da Europa, para trabalhar e começar uma vida. Depois vieram os negros, que após os índios, também foram escravizados. E o Brasil cresceu cheio de misturas...
Assim como os Caboclos, os Pretos-velhos e os Ibejis, os Baianos também trabalham e servem à todas as Linhas, dividindo-se em Falanges. As Falanges do Povo Baiano podem atuar em qualquer Linha: de Oxalá, das Águas, de Ogun, de Xangô, de Oxóssi, das Almas ou dos Ibejis.
O Baiano é aquela Entidade que traz alegria para o Terreiro, com a função de descarregar as cargas negativas e pesadas de um trabalho. Costuma-se dizer que todo Baiano é mandingueiro... Pois, o Baiano sabe se desenrolar de qualquer situação!
O Baiano também é uma Entidade que possui ligação direta com Ifá-Orunmilá (sincretizado com a Santíssima Trindade e Dono do Jogo de Búzios). Por isso, muitos médiuns que trabalham com os Baianos sentem afinidade com o búzio, mesmo que desconheçam seus mistérios.
Outra prática dos Baianos é o "Jogo da Capoeira" (chamado assim, porque quando a Capoeira surgiu, não era usada como luta ou defesa, apenas como Jogo de Roda entre os escravos).
No começo da difusão da Umbanda houve um pouco de preconceito com essas Entidades, pelo fato delas representarem o principal elo de ligação com a "Santeria" e o "Vudu" (Voodoo). Essas práticas eram muito confundidas com as demais Nações do Candomblé.
Povo Baiano representa essa miscelânea de conhecimentos e a miscigenação das raças. Por isso, independente da Nação e de cada particularidade, trabalhar com um Baiano é trabalhar com um pedaço da História do Brasil!

sábado, 17 de março de 2012

Pombagira Mirim


Diferentemente das Pombagiras Meninas, cada Pombagira Mirim guarda um mistério...
Enquanto as Pombagiras Meninas contam suas histórias e possuem um nome em particular, as Pombagiras Mirins preferem ocultar sua história atrás da Falange a qual pertencem...
Elas se apresentam, apenas, um nome simbólico, como: Estrelinha, Ciganinha, Quiterinha, Morceguinha, Veludinha, Tatinha, Padilhinha, Borboletinha, Roseirinha, Princesinha, etc.
As Pombagiras Mirins são como os Exus Mirins: quase não aparecem em um trabalho, quase não as vemos e pouco se sabe sobre elas...
Contudo, se elas aparecem durante qualquer atendimento é porque o assunto é sério e o trabalho exige muita habilidade.
Como as Pombagiras Mirins são transmutadoras das energias condensadas do Plano Astral e do Plano Espiritual, elas podem alterar toda e qualquer egrégora do ambiente.
Muitas vezes, elas estarão tristes ou caladas; em outras, se apresentarão silenciosas, apenas espreitando; em outras, ainda, irão falar bastante e até dançar...
E assim, elas irão trabalhar e depois seguirão para a sua morada espiritual. E nós ficaremos sem saber quem elas são...

Artista: Benjamin Lacombe®

sexta-feira, 16 de março de 2012

Exu Mirim


Exu Mirim na crença mitológica, é considerado o arquétipo do "Diabinho" ou "Capetinha". Nas Lendas ele é tido como "filho" de Exu e Pombagira.
Brincalhão e cheio de malícia, quando chega ao Terreiro, perturba a todos... Enquanto chama a atenção e faz manha, ele purifica todo o local.
Nessa Falange estão os espíritos dos meninos que conheceram as maldades do mundo adulto, mas permaneceram crianças em sua essência; assim, eles transmutaram sua aparência para servir no plano espiritual.
Um Exu Mirim se apresenta com vários nomes, como: Espadinha, Foguinho, Foguetinho, Espoletinha, Vassourinha, Caveirinha, Pimentinha, Lodinho, Travessinho, Cobrinha, Folhinha, Serpentinho, Trevinho, Tridentinho, entre outros, conforme a Falange na qual atua.
Os Exus Mirins protegem as crianças de rua, ajudando-as a sobreviver no mundo de hoje. Eles também acompanham e auxiliam aqueles que trabalham com crianças ou famílias desestruturadas.
Um Exu Mirim possui a alegria de servir. Ele trabalha com dedicação e passa sua alegria ao médium e a todos que o cercam.
Essa função de alegrar é para descontrair quem está sendo atendido e desviar sua atenção do problema. Assim, o Exu Mirim pode agir no atendimento e direcionar melhor o tratamento.
A intenção de um Exu Mirim é a de purificar o Terreiro. Enquanto eles bagunçam, fazem o atendimento e, muitas vezes, não demonstram que estão trabalhando!

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