sábado, 17 de julho de 2021

UBUNTU


Ubuntu é uma Filosofia Africana, presente na Cultura de alguns grupos que habitam a África Subsaariana, cujo significado nos remete à verdadeira humanidade do Ser Humano.
A palavra "Ubuntu" (u'buntu) deriva de um conceito, que pode ser traduzido, mais ou menos, como: "humanidade com os outros" ou "sou o que sou porque nós somos".
Particularmente, Ubuntu significa: generosidade, solidariedade, misericórdia, compaixão, empatia, afetuosidade, amorosidade, reciprocidade, bondade, união, cooperação, etc.
Uma pessoa que vivencia uma ação Ubuntu está aberta e disponível para os outros; ela apoia o que os outros fazem, porque jamais se sentirá ameaçada, pois suas ações se baseiam em autoconfiança.
Dessa forma, todo relacionamento é espontâneo e verdadeiro, pois vem do conhecimento que todos nós pertencemos a algo maior, muito maior!
Esse sentimento de "pertencimento" nos reconecta à Fonte Criadora de Tudo, pois torna possível expressarmos em profundidade a nossa essência divina.
Contam os antigos, que no começo dos tempos, o "Ubuntu" era vivenciado em muitas comunidades de forma natural... Porém, o ser humano, com sua ganância por conquista, eliminou da Terra essa prática.
Todos nós sabemos, por diversos manuscritos antigos, que a vida teve início na África. No entanto, negamos essas evidências!
Muita gente nega a vivência do Ubuntu, porque pensa que ao vivenciá-lo, estará voltando ao começo da Civilização. No entanto, ao contrário, Ubuntu representa evolução!
Mais do que nunca precisamos reavivar a energia do Ubuntu em nossos corações e em nossas ações, para podermos evoluir como um todo...
Por isso, devemos resgatar o conceito e a prática do Ubuntu no Planeta Terra. Precisamos perceber que o que fazemos ao outro reflete em nós e no Mundo que nos cerca...

"Ao entendermos quem nós somos verdadeiramente, poderemos entender melhor quem é o outro!"

segunda-feira, 12 de julho de 2021

O Axé dos pós sagrados.


As pinturas utilizadas em todos os ritos de passagem nos Cultos Afro-ameríndios possuem inúmeros significados próprios e especiais.
Na Cultura Africana, dentro de todas as Nações Afrodescendentes, os pós representam uma forma de proteção contra as forças maléficas externas, bem como, um vínculo direto com o Orixá pessoal.
Ou seja, as principais características dessas pinturas, tem como objetivo vincular todo o Axé transmitido ao noviço (abiã) durante o Ritual de Iniciação.
Na Cultura Ameríndia, dentro de cada Culto Ancestral Xamânico, os pós representam as pinturas diversas de cada Cultura Indígena... Elas também estão associados à cura, à proteção e à ancestralidade.
Especificamente, na Cultura Yorubá, os três pós mais conhecidos e utilizados são o efún, o osùn e o wàji - com as escritas em iorubá...
Cada um deles possui a seguinte forma de extração:
- Ossun - Um tipo de pó vermelho, obtido da árvore Baphia nitida e Peterocarpus osun - ambas são Leguminosas.
- Waji - Um tipo de pó azul, obtido da árvore Indigofera sp. - também um tipo de Árvore Leguminosa.
- Efun é um nome da Cultura Jeje-Nagô dado a vários tipos de pós, que são utilizados nos Rituais Afros. Na Umbanda, ele é conhecido com o nome de "pemba".
Os três pós estão associados diretamente às três cores básicas da Mãe Natureza, porque representam, especificamente, as três passagens do dia: o amanhecer (efún), o crepúsculo (osùn) e o anoitecer (wàji).
Essas pinturas também estão associadas ao Culto Ancestral das Mães Feiticeiras, como reverência e proteção às três principais Iyami Àjé; impedindo-as que "pousem" sobre a cabeça do iniciado.
Nos Rituais Indígenas, todas as tinturas são extraídas de plantas provenientes da Mata Nativa. Um dos exemplos mais conhecidos e utilizados pelos índios é o urucum (Bixa orellana sp)... Outra planta bastante utilizada nas pinturas indígenas é o jenipapo (Genipa americana sp).
Da mesma maneira que os pós naturais da Cultura Yorubá, eles também são de suma importância, porque representam os rituais de passagem nas Tradições Indígenas.
Cada pintura corresponde a um Clã, a uma Tribo, a uma Etnia ou a uma Nação específica... Por isso, ao observarmos as Festas de Xirê ou, mesmo as Celebrações Indígenas, veremos aspectos diferenciados no tracejado dos desenhos.
Enfim, as pinturas produzidas com os pós "mágicos" ou pós sagrados, funcionam como descarrego, proteção e vínculo efetivo com a Ancestralidade Maior. Por isso, devemos respeitar!

terça-feira, 6 de julho de 2021

A magia ritualística do Efun...


Todos os elementos utilizados dentro de uma feitura nas Nações do Candomblé, possuem um significado muito próprio e único. Por exemplo, a pintura com o pó de giz, conhecido por Efun, é uma das cerimônias mais importantes para o Culto.
A palavra "Efun" refere-se ao barro branco encontrado no fundo dos rios... O pó do Efun simboliza a claridade do dia. Quando o pó é soprado ou friccionado seco, ele possui a função de: clarear, despertar, iluminar, reavivar, energizar... O Efun molhado é utilizado para fechar, guardar, acalmar, abrandar... Por isso, em uma feitura, o Yaô (Ìyàwó) permanece coberto com o pó de Efun.
O Efun pode ser de origem mineral ou vegetal. O Efun Mineral é extraído do calcário encontrado na Natureza. O Efun Vegetal pode ser retirado dos seguintes vegetais: obi, orobô, aridã, pichurim, noz-moscada e algumas folhas sagradas. Além do Efun Mineral e Vegetal, existe também o Efun Animal... Este é um pó retirado de ossos e das cartilagens dos animais utilizados no Culto. Depois de devidamente secos, eles são triturados e armazenados.
Os pós jamais devem ser manuseados por qualquer pessoa. Como eles são sagrados, somente as pessoas devidamente preparadas para esse propósito dentro do Culto, podem manuseá-los.
Com o Efun, confecciona-se a pemba, que é muito utilizada durante os Ritos de Umbanda, para riscar pontos sagrados e para energizar diversos materiais dentro do Terreiro. Por isso, a pemba é de suma importância para a Umbanda.
Segundo alguns Historiadores, a pemba foi trazida para o Brasil, inicialmente, pelos Bantos... Mas, depois expandiu-se para outras Nações do Candomblé. Por conta disso, a pemba legítima é importada da África.
O que torna as pembas vindas da África tão especiais, é o fato de que os artesãos entoam cânticos religiosos para consagrá-las, enquanto realizam todas as etapas de sua produção.
Para fabricar a pemba, o minério extraído das jazidas de cal é pulverizado; e depois de seco é misturado com corantes e cola, modelado e embrulhado em folhas de bananeira.
Enfim, seja com o Efun ou com a Pemba, todas as Religiões Ancestrais preservam seus costumes fazendo uso desse produto sagrado em seus Rituais.

domingo, 20 de junho de 2021

Nação Jeje Mahi - Povo Ewe Fon...


Através dessa postagem reverenciamos a saudosa Mãe Gaiaku Luiza, Senhora dos Mistérios da Nação Jeje Mahi...

Luiza Franquelina da Rocha nasceu em 25 de agosto de 1909, em Cachoeira, cidade do Recôncavo Baiano. Sua mãe chamava-se Cecília, negra, descendente de escravos e iniciada para Yemonjá em Feira de Santana-BA, vindo a falecer com 105 anos. Seu pai chamava Miguel, negro, também descendente de escravos e foi confirmado Kpenjigàn na Roça de Ventura (Kwe Sejá Húnde), candomblé Jeje em Cachoeira, por Gaiaku Maria Ogorensì de Gbèsén, que faleceu aos 86 anos.
Sua irmã carnal, Joana, foi iniciada para o vodun Azansú por Gaiaku Pararasì, na Roça de Ventura. Suas primas foram iniciadas como Ekedi por Sinha Abali, também na Roça de Ventura. A avó paterna de Gaiaku chamava-se Maria Galdência da Conceição e sua bisavó era uma negra africana chamada Malakê, filha de Sàngó, que chegou a Cachoeira em torno de 1820, amarrada em um porão de navio, para ser escrava de uma branca por nome Pombinha Rosalva, que lhe batizou com o nome de Maria Felicidade da Conceição.
Gaiaku Luiza que é bisneta de africano e foi nascida e criada dentro do candomblé aonde chegou a morar dentro da Roça de Ventura. Teve contato com as velhas tias do candomblé que lhe ensinaram muita coisa. Em 1937 Gaiaku Luiza é iniciada para Oyá na nação Ketu, no Ilé Ibecê Alaketu Àse Ògún Medjèdjè, do famoso Babalorixá Manoel Cerqueira de Amorin, mais conhecido como Nezinho de Ògún, ou Nezinho da Muritiba, filho-de-santo de Mãe Menininha do Gantois. Por motivos particulares, após 2 anos Gaiaku Luiza se afasta da Roça deste ilustre Babalorixá. Foi Sinhá Abali, segunda Gaiaku a governar a Roça de Ventura, quem viu que Gaiaku Luiza deveria ser iniciada no Jeje, nação de toda sua família, e não no Ketu. Assim, encarrega sua irmã-de-santo Kpòsúsì Romaninha, de sua inteira confiança, a iniciar Gaiaku Luiza no Terreiro Zòògodò Bogun Malè Hùndo, em Salvador. Em 1944, Gaiaku Luiza é iniciada na nação Jeje sendo a terceira a compor um barco de 3 vodunsìs. Seu barco foi constituído por uma Osún, um Azansú e uma Oyá.
Gaiaku Luiza foi uma das poucas Vodunsìs, na Bahia, que ousaram abrir uma roça de candomblé jeje-mahi. Isso ocorreu em 1952, num período em que não era comum tal prática dentro do culto jeje. Na época, supõe-se que existiam somente dois terreiros jeje-mahi na Bahia, que eram o Zòògodò Bogun Malè Hùndo (Terreiro do Bogun), em Salvador, e a Roça de Ventura (Sejá Hundê) , em Cachoeira. Com a autorização e participação de sua mãe-de-santo Kpòsúsì Romaninha, dona Luiza abriu um Terreiro Jeje-Mahi, tornando-se, então, uma Gaiaku.
A iniciação de Gaiaku Luiza foi no Bogun. Ela chegou no Bogun no dia 9 de agosto de 1944 e só voltou para casa em 1945. Segundo depoimento da própria Gaiaku Luiza, quem comandava o Bogum naquela época era Gaiaku Emiliana, pertencente ao vodun Agué. Foi nesse contexto que Gaiaku Luiza plantou o axé do Hùnkpámè Ayono Huntoloji.
Ela narrava que:
"Em 1948, minha mãe Oyá começou a reclamar que não queria que batesse candomblé ali (casa no bairro da Liberdade). Ela passou a querer uma roça onde houvesse água, árvores frutíferas e que fosse perto da linha férrea. Saí procurando uma roça para comprar, mas não encontrava. No dia 2 de novembro, eu já estava saindo para minha procura, quando minha mãe carnal falou: 'Logo hoje, minha filha, dia de finados...' Eu respondi: 'Quem sabe, mamãe, os espíritos de luz me ajudam?' Saímos eu e Delza sem destino, fomos parar em Almeida Brandão. Passamos por ponte, estrada de ferro e nada de encontrar. Adiante, vi uma placa, quando chegamos perto não era uma placa de venda, dizia o seguinte: prenda sua galinha que a roça tem veneno. Delza dizia: 'Minha velha, vamos embora, esta chuviscando e não vamos achar nada.' Quando estávamos voltando e já estava anoitecendo, vi uma placa, mas não conseguia enxergar porque já estava escuro, chegamos mais perto e a placa era de vende-se. Descemos até o portão velho e caído, aí apareceu uma Dan (cobra), eu então falei: olha Delza esta roça vai ser nossa. A roça ficava num lugar chamado Cabrito. Começamos a gritar e de repente apareceu um velho, pé hoje e pé amanhã. Ele se aproximou perguntando se queríamos comprar frutas, eu respondi que queria comprar a roça. Era tanta Dan, que havia na roça que você pisava e sentia elas por baixo das folhas. Deixei tudo acertado com o velho e marcamos a negociação. Foi uma venda rápida. No dia 2 de novembro a roça já era minha verbalmente. O casal de velhos ainda ficou morando na roça por algum tempo. A velha, dona Maria era de Oyá e o velho era de Azansú. Mudei para a roça em 1950. Foi muito difícil morar ali, no começo. Não conhecia ninguém, sozinha ali, jogada, morando naquela casinha de palha. Comi uma roxura! Comendo zinco e arrotando semânio. A inauguração da roça, em 1952, sob a permissão de Gaiaku Kpòsúsì Romaninha, foi com uma festa para Azansú, o dono da casa, e foi muita gente prestigiar. A roça recebeu o nome de Humpame Ayono Huntoloji."
Em 1962, a roça é transferida para um local denominado Alto da Levada, próximo ao bairro do Caquende, na cidade de Cachoeira, onde permanece até hoje...
Em 20 de junho de 2005, Luiza Franquelina da Rocha, ou Gaiaku Luiza de Oyá faleceu, aos 96 anos de idade. Considerada uma das mais importantes Sacerdotisas do Culto Afro-Religioso Jeje-Mahi do Brasil e possuidora de uma sabedoria inigualável. Ela faleceu em Cachoeira, na sua Roça, cercada de filhos-de-santo, amigos e familiares, como ela sempre quis e costuma dizer: "Mãe-de-santo tem que morrer dentro de sua Roça".
Foi determinado, ainda em vida pela falecida, que a herdeira do posto de dirigente sacerdotal do terreiro seria sua sobrinha carnal, Regina Maria da Rocha. Dofona Regina foi iniciada no Hùnkpámè Hùntóloji, num barco de 3 Vodunsìs, para o Vodun Avimaje... Atualmente, Gaiaku Regina Avimajesì conduz o Hunkpame, o qual foi tombado como Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade pela UNESCO.

-Texto extraído e readaptado do livro "Gaiaku Luiza e a trajetória do Jeje-Mahi", escrito por Marcos Carvalho (Mejitó Marcos de Gbèsén), Filho de Santo de Gaiaku Luiza.
-Retirado da página "Coisas do Povo de Santo" (Facebook)...

Casa de Gaiaku Luiza ou Hunkpame Ayono Huntoloji:

Do Hunkpame Ayono Huntoloji é possível visualizar a cidade de São Félix,
do outro lado do Rio Paraguaçu. A cidade de Cachoeira fica ladeira abaixo à direita...

terça-feira, 8 de junho de 2021

Cabaça


A cabaça é um fruto vegetal com larga utilização na Umbanda, no Candomblé, no Xamanismo e demais religiões afroameríndias.
A cabaça é o fruto da cabaceira (Cucurbita lagenaria) ou o porongo da Árvore da Cuieira (Crescentia cujete). Normalmente possui forma arredondada; mas, também pode apresentar outras formas...
Por dentro possui algumas sementes que podem ser utilizadas em banhos, chás e poções diversas. Tomar banho com as sementes da cabaça é excelente para descarregar o campo energético, favorecendo o equilíbrio mediúnico e a harmonização emocional.
O chá limpa o organismo de parasitas diversos e regula as funções intestinais. As sementes trituradas formam um pó de descarrego poderoso, que pode ser misturados a outros ingredientes para ser potencializado.
Depois de extraída (colhida), torna-se seca e sólida; por isso, o fruto possui diversas utilidades. Ao ser cortada, deve ser retirada toda a polpa da cabaça, deixando-a secar, para ser usada como utensílio.
Na Umbanda, sua utilização é ampla, tomando nomes diferentes de acordo com o seu uso ou pela forma como é cortada. Inteira, é denominada cabaça; cortada, é chamada de cuia ou coité... As maiores são denominadas de cumbucas. 
Cortada em forma de prato torna-se um recipiente para a comida. Com o corte no comprimento, torna-se uma vasilha com um cabo (concha), que serve para colher o material de oferecimento ou para colher as águas do banho de folhas.
Inteira e revestida de uma rede de malha será o Agbe, instrumento musical usado pelos Ogans durante os toques e cânticos. Cabaças minúsculas são colocadas como depósito de inúmeros remédios. 
Uma cabaça com o pescoço comprido em forma de chocalho é agitada com as suas sementes, fazendo assim o som do Xequerê (Sèkèrè), um instrumento musical.
Uma cabaça cortada horizontalmente pode e deve ser utilizada nos Rituais de Amaci, evitando qualquer outro elemento impróprio para a ocasião.
Cortada acima do meio, forma uma vasilha com tampa, transformando-se na cuia do Axé, utilizada para colocar os símbolos do Orixá após a obrigação de sete anos do médium.
A cabaça é utilizada como elemento bioenergético, mágico e natural pelos Pretos Velhos, Caboclos, entre outras Entidades... Substituindo os copos por cabaças, as bebidas servidas aos Pretos Velhos, Caboclos e outras Entidades terão um valor energético a mais.
Nas oferendas, a substituição do alguidar pela cabaça também é muito bem aceita, pois torna-se um utensílio importante; afinal, ela é natural, tem valor energético, tem simbologia e, além de tudo, é biodegradável.
A cabaça é considerada um elemento vegetal poderosíssimo e de grande valor simbólico. Por tudo isso, a cabaça representa o pote que guarda todos os mistérios da cura, da vida e da morte...
Dessa forma, quem é da Religião, costuma ter em sua Roça uma plantação de cabaceiras rasteiras ou uma Árvore de Cuia, para que o Axé da Casa seja permanente!

Texto escrito com o auxílio dos seguintes sites:

sexta-feira, 4 de junho de 2021

Pequeno vocabulário com algumas palavras de origem ameríndia...


Abedabum - à vista do dia (Cheyenne)
- Abequa, Abeque - permanece em casa (Cheyenne)
- Abey - folha (Omaha)
- Abeytu - folha verde (Omaha)
- Adoette - árvore grande (Kiowa)
- Adsila - flor (Cherokee)
- Agasga - chuva (Cherokee)
- Ahawi - veados (Cherokee)
- Ahyoca - ela trouxe felicidade (Cherokee)
- Aiyana - flor eterna (Cherokee)
- Alawa - ervilha (Algonquin)
- Aleshanee - ela joga o tempo todo (Algonquin)
- Algoma - vale das flores (Algonquin)
- Alsoomse - independente (Algonquin)
- Altsoba - todas as guerras (Navajo)
- Ama - água (Cherokee)
- Amadahi - água da floresta (Cherokee)
- Amitola - arco íris (Cherokee)
- Anaba - volta da guerra (Navajo)
- Anamosa - branco (Sauk)
- Angpetu - dia radiante (Sioux)
- Ankti - dança repetida (Hopi)
- Anna - mãe (Algonquin)
- Anpaytoo - radiante (Sioux)
- Asdaza - mulher (Navajo)
- Ateed - menina (Navajo)
- Atsila - fogo (Cherokee)
- Awanata - tartaruga (Miwok)
- Awenasa - minha casa (Miwok)
- Awinita - agradar (Cherokee)
- Ayasha, Ayashe - um pouco (Cheyenne)
- Ayita - primeiro à dançar (Cherokee)
- Calfuray - flor violeta (Mapuche)
- Catori - espírito (Hopi)
- Chakwaina - aquele que chora (Hopi)
- Charisa - alces (Hopi)
- Chapa - castor (Sioux)
- Chapawee - ocupado (Sioux)
- Chepi - ser encantado (Algonquin)
- Chlumani - menina (Sioux)
- Chosposi - olho bonito (Hopi)
- Chumana - serpente (Hopi)
- Chusi - serpente boa (Hopi)
- Coahoma - pantera vermelha (Choctaw)
- Dezba - guerrear (Navajo)
- Dibe - ovelhas (Navajo)
- Doba - paz (Navajo)
- Doli - azul (Navajo)
- Doya - castor (Cherokee)
- Ehawee - solteira feliz (Sioux)
- Elu - linda (Zune)
- Ethete - boa (Arapaho)
- Eyota - grande (Sioux)
- Fala - corvo (Choctaw)
- Galilahi - atraente (Cherokee)
- Genessee - vale (Iroquois)
- Gigyago - menina moça (Potawatomi)
- Goga - verão (Cherokee)
- Gola - inverno (Cherokee)
- Hakidonmuya - tempo de espera (Hopi)
- Haloke - salmão (Navajo)
- Hantaywee - fiel (Sioux)
- Hateya - esmaga com o pé (Mowok)
- Hehewuti - espírito guerreiro (Hopi)
- Hola - sementes de fartura (Hopi)
- Honiahaka - pequeno lobo (Cheyenne)
- Howi - tartaruga (Miwok)
- Hurit - belo (Algonquin)
- Huyana - água de chuva (Miwok)
- Isi - veado (Choktaw)
- Kachina - espírito sagrado dançarino (Hopi)
- Kai - árvore salgueiro (Navajo)
- Kakawangwa - amargo (Hopi)
- Kaliska - coiote caçador (Miwok)
- Kamali - espírito guia (Mahona)
- Kamama - borboleta (Cherokee)
- Kanti - canta (Algoquin)
- Kasa - vestida de peles (Hopi)
- Kaya - irmã mais velha (Hopi)
- Keegsquaw - virgem (Algoquin)
- Keezheekoni - fogo (Cheyenne)
- Kenda - poderes mágicos (Dakota)
- Kewanee - pradaria (Potawatomi)
- Kimama - borboleta (Shoshone)
- Kimi - secreta (Algonquin)
- Kimimela - borboleta (Sioux)
- Kinta - veado (Choctaw)
- Kiwidinok - mulher do vento (Cheyenne)
- Kolenya - peixe (Miwok)
- Kosa - ovelha (Cheyenne)
- Kuckunniwi - lobo (Cheyenne)
- Leotie - flor da pradaria (Hopi)
- Lenmana - flauta (Hopi)
- Litonya - colibri (Miwok)
- Lomahongva - lindas nuvens (Hopi)
- Lomasi - bonita flor (Hopi)
- Lulu - coelho (Hopi)
- Makawi - generoso (Sioux)
- Macha - aurora (Sioux)
- Magaskawee - moça graciosa (Sioux)
- Magena - lua (Sioux)
- Mahal - mulher (Sioux)
- Mahu - lendas (Hopi)
- Mai - coiote (Hopi)
- Maka - terra (Sioux)
- Makawee - materno, da mãe (Sioux)
- Malia - amarga, amargura (Zune)
- Malila - salmão (Miwok)
- Manaba - voltar da guerra (Navajo)
- Mansi - depenado (Hopi)
- Mapiya - Celestial (Sioux)
- Maralah - nascido durante um terremoto (Sioux)
- Meda - profetisa (Sioux)
- Meli - amargo (Zuni)
- Meoquannee - veste vermelho (Chippewa)
- Migisi - águia (Cheyenne)
- Miakoda - poder da lua (Sioux)
- Migina - regresso à lua (Omaha)
- Migisi - águia (Chippewa)
- Mimiteh - lua nova (Omaha)
- Mina - filha mais velha (Sioux)
- Mnya - irmã mais velha (Osage)
- Misae - branca (Osage)
- Mitena - nascida na lua nova (Ojibway)
- Mituna - folhas (Miwork)
- Mosi - gato (Navajo)
- Muna - primavera (Hopi)
- Nadie - sábio (Algonquin)
- Namide - estrela dançarina (Chippewa)
- Nahimana - espiritual (Sioux)
- Nascha - coruja (Navajo)
- Nata - falante (Navajo)
- Natane - filha (Arapaho)
- Neche - amigo (Ojibway)
- Niab - agradar (Osage)
- Nidawi - espírito da natureza (Omaha)
- Nijlon - aquele que tem muitas esposas (Algonquin)
- Nimeda - dança (Potawatomi)
- Nina - forte (Potawatomi)
- Ninovan - (do nosso lar)
- Nita - urso (Choktaw)
- Nittawosen - fertilidade (Algonquin)
- Noya - da areia (Cherokee)
- Nukpana - mal (Hopi)
- Nummes - irmã (Algonquin)
- Nuna - da terra (Algonquin)
- Nuttah - meu coração (Algonquin)
- Odina - montanha (Algonquin)
- Ohcumgache - pequeno lobo (Cheyenne)
- Ojinjintka - rosa (Sioux)
- Olathe - belo (Sioux)
- Ominotago - bela voz (Cheyenne)
- Onatah - filha do espírito da terra (Iroquois)
- Ooljee - lua (Navajo)
- Oota Dabun - estrela da manhã (Algonquin)
- Opa - coruja (Choktaw)
- Orenda - poder mágico (Iroquois)
- Osyka - água (Choktaw)
- Oya - forte (Moquelumna)
- Pakwa  apo (Hopi)
- Pakuna - cervo (Miwork)
- Pamuya - água com luar (Hopi)
- Pati - peixe Miwork)
- Pauwau - espírito malígno feminino (Igonkin)
- Pavati - água clara (Hopi)
- Paz - pássaro amarelo (Ponka)
- Pelipa - amigo dos cavalos (Zuni)
- Polikwaptiwa - borboleta sentada sobre uma flor (Hopi)
- Paloma - arco (Choktaw)
- Posala - despedida da primavera (Mowork)
- Powaqa - espírito maligno feminino (Hopi)
- Ptaysanwee - búfalo branco (Sioux)
- Pules - pombo (Algonquin)
- Quanah - perfumado (Comanche)
- Quaneah - orvalho da manhã (Cheyenne)
- Sacajawea - pássaro mulher (Shosshone)
- Sahpooly - coruja (Kiowa)
- Salali - esquilo (Cherokee)
- Sapata - dança do urso (Miwork)
- Sasa - ganso (Cherokee)
- Santinka - dançarino encantado (Kiowa)
- Sheshebens - pequeno pato (Cheyenne)
- Shima - mãe (Navajo)
- Shuman - aquele que manipula a cascavel (Hopi)
- Sihu - flor (Hopi)
- Sikya - pequeno canyon (Hopi)
- Sinopa - raposa (Hopi)
- Skenandoa - veado (Iroquois)
- Sokanon - chuva (Algonquin)
- Sokw - azedo (Algonquin)
- Sonoma - solo, lugar (Miwork)
- Sooleawa - prata (Algonquin)
- Soyala - solstício de inverno (Hopi)
- Suletu - voador (Miwork)
- Tablita - tiara,coroa (Hopi)
- Tadewi - vento (Omaha)
- Taima - trovão (Omaha)
- Taini - lua nova (Omaha)
- Takala - milho (Hopi)
- Tala - lobo (Sioux)
- Talulah - pulando da água (Choktaw)
- Talisa - águas belas (Sioux)
- Talutah - vermelho sangue (Sioux)
- Tayanita - jovem castor (Cherokee)
- Tiponi - filho importante (Hopi)
- Tiva - dança (Hopi)
- Tolinka - orelha de coiote (Mowork)
- Tuwa - terra (Hopi)
- Usdi - querida (Chorkee)
- Wachiwi - menina dançarina (Sioux)
- Wakanda - possuidor de poderes mágicos (Sioux)
- Wapun - amanhecer (Potawatomi)
- Wastha - boa (Sioux)
- Watseka - menina moça (Potawatomi)
- Weeko - bonito (Sioux)
- Wenona - a primeira filha (Sioux)
- Wicapi - estrela sagrada (Dakota)
- Wichahpi - estrela (Sioux)
- Wyome - grande planície (Algonquian)
- Xochitl - flor (Nahuati)
- Yamka - flor (Hopi)
- Yatokinia - sol (Hopi)
- Yenene - feiticeiro (Miwork)
- Yoki - chuva (Hopi)
- Yona - urso (Cherokee)
- Zitkala - pássaro (Dakota)
- Zonta - pessoa confiável (Sioux)

Fonte:

sábado, 29 de maio de 2021

Algumas palavras com influência das línguas ameríndias...


Quando os exploradores e colonos espanhóis, ingleses e franceses chegaram às Américas, eles se depararam com plantas, animais, lugares e objetos culturais que nunca haviam visto em sua vida...
Os recém-chegados tomaram emprestado nomes de centenas de tribos e línguas nativas que encontraram nos Continentes. Muitas dessas palavras estão tão incorporadas ao inglês americano e em outras línguas contemporâneas que as pessoas nem percebem as suas origens.
Em alguns casos, as origens das palavras ainda estão em disputa, mas as seguintes palavras em inglês, seguidas de sua tradução em português, são comumente atribuídas às línguas dos ameríndios (índios americanos):
- Avocado (abacate, advém da palavra ahuácatl da tribo náhuatl);
- Barbecue (churrasco, advém da palavra barbacoa da tribo taino);
- Chocolate (chocolate, advém da palavra chocolatl da tribo náhuatl);
- Chipmunk (tâmia, advém da palavra chitmunk da tribo dos algonquinos);
- Cigar (charuto, advém da palavra sik'ar dos maias);
- Coyote (coiote, advém da palavra cóyotl da tribo náhuatl);
- Hurricane (furacão, advém da palavra hurakán da tribo taino, via espanhol);
- Iguana (advém da palavra iwana da tribo arawak);
- Jaguar (advém da palavra jaguá da tribo guarani);
- Opossum (gambá, advém da palavra aposoum da tribo dos algonquinos da Virgínia);
- Persimmon (caqui, advém da palavra pasiminan da tribo cree);
- Piranha (advém da palavra pirátsainha dos tupis);
- Potato (batata, advém da palavra batata da tribo taino)...
Os nomes dos lugares, incluindo metade dos 50 estados dos EUA, são originários das línguas dos índios americanos. Um exemplo é Connecticut (derivado da palavra Quinnitukqut, que significa "rio longo", que é como a Tribo Mohegan chamava o rio mais longo da Nova Inglaterra).
Aqui estão outros exemplos:
- Havaí advém provavelmente da palavra nativa havaiana Hawai'i (do protopolinésio hawaiki, que significa "lugar dos deuses").
- Kansas deriva de Kansa, que se refere à tribo Kansa. O nome significa "sul" e é uma forma abreviada do nome completo da tribo, Povo do Vento Sul.
- Kentucky é uma variante de Kentake, que se acredita derivar de palavras iroquesas para "prado" ou "campo"
- Massachusetts evoluiu a partir de Massachuset, um nome indígena dos wampanoags que significa "junto das colinas".
- Michigan pode ser atribuído a Mshigem ou Misigami, os nomes para o Lago Michigan nas línguas potawatoni e ojibwe. (Ambos os nomes significam "grande lago").
- Oklahoma vem das palavras okla homma da tribo choctaw, e significa "pessoas vermelhas".
Tennessee se origina de Tanasi e/ou Tanasqui, nomes das cidades cherokee na região.
- Wisconsin surgiu de Wishkonsing, o nome ojibwe para o Rio Wisconsin.
- Utah provavelmente deve seu nome à tribo indígena ute, cujos membros vivem principalmente em Utah e Colorado. Esse nome tribal pode ter vindo da palavra nuutsiu, que significa "o povo" na língua ute. Também pode ser derivado de yuttahih, a palavra apache para "pessoas em lugares mais altos".
Esses nomes ajudam a ilustrar como os índios americanos moldaram e enriqueceram a língua, a história e a cultura dos EUA e de outros países.

*Parte desse texto foi extraído de artigo publicado pela "Voz da América" - Voice of America ou VOA é o serviço oficial de radiodifusão internacional financiado pelo Governo Federal dos Estados Unidos e autorizado a operar exclusivamente fora de território americano.